Idos de Março: Ohio

Desde a eleição de Abraham Lincoln, em 1860, já aconteceram 39 eleições presidenciais nos Estados Unidos. Em apenas quatro delas o vencedor em Ohio não se tornou o presidente. A última vez que isso aconteceu foi em 1960. O estado do Meio-Oeste é a melhor definição do que é chamado “swing state”: um estado que não é fortemente republicano nem democrata, tornando seus 18 votos no Colégio Eleitoral dos mais importantes.

Como é Ohio

Ohio tem a sétima maior economia entre os estados americanos, com seu PIB ultrapassando meio trilhão de dólares. Com um misto de manufaturas e atividades financeiras, é uma das economias mais diversificadas e robustas nos EUA hoje. É conhecido como Buckeye State, por causa de uma espécie de árvore muito comum em seu território.

Sete presidentes americanos (todos republicanos antes da crise de 1929) nasceram em Ohio. Trata-se de um estado de importância política inestimável, conforme dito acima. Hoje, é controlado por republicanos: o governador e todos os outros cargos elegíveis no governo estadual hoje são republicanos, e o partido detém a maioria no Senado e na Câmara estaduais.

Chances e regras das primárias

Ohio possui regras idênticas às dos outros estados nas primárias democratas. Bernie Sanders e Hillary Clinton disputarão um número bastante grande de delegados: 143. Mas a distribuição será proporcional ao voto. Só uma margem muito grande a seu favor poderá ajudar Sanders a vencer a nomeação. Hillary tem vantagem de dez pontos na média das pesquisas, mas isso não é garantia de nada após a surpresa em Michigan na semana passada. A aposta em vitória apertada de Sanders parece mais razoável.

Do lado republicano, Ohio é o único estado em que não veem Trump como favorito. Isso se dá pela presença de John Kasich, atual governador do estado e bastante popular. Kasich lidera as pesquisas e deve vencer o estado. Isso significa obter todos os 66 delegados em disputa no sistema “winner-takes-all”. Caso Trump vença, Kasich será obrigado a abandonar a campanha.

O que poucos analistas estão dizendo e é absolutamente relevante: o caminho de Trump para a nomeação passa por vencer a Flórida e Ohio juntos. Sem Ohio, ficará muito difícil para o bilionário atingir os 1237 delegados necessários para garantir a nomeação sem precisar passar por uma convenção contestada. Por isso Marco Rubio pediu para seus eleitores apoiarem Kasich em Ohio, como parte do esforço anti-Trump, que será provavelmente recompensado no Buckeye State.

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